sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Educação para surdos: Um olhar diacrônico e A educação dos surdos no Brasil.

Educação para surdos: Um olhar diacrônico


            A necessidade de uma conscientização da educação proposta aos alunos surdos é um assunto recorrente nos dias de hoje. Para entendermos essa demanda, é necessário fazer um apanhado geral da evolução da surdez ao longo dos tempos. A intenção é apenas contextualizar o leitor sobre a longa jornada do mundo do deficiente auditivo. 

            Segundo Goldfeld (2002), as pessoas surdas eram percebidas de duas formas: com piedade e com compaixão. Acreditava-se que esse tipo de deficiência seria um tipo de castigo imposto pelos deuses; consequentemente, essas pessoas eram abandonadas ou até mesmo sacrificadas.

Guarinello (2007, p. 152 ) nos reforça essa idéia quando diz que “até o século XV, as idéias vigentes sobre os surdos e a surdez tinham conotação bastante negativas”. Isso nos indica que a deficiência auditiva era vista como um fator de discriminação, pois não correspondia ao padrão de normalidade. Por desconhecimento, acreditava-se que “as pessoas que nasciam surdas eram também mudas e, consequentemente, não podiam falar nenhuma palavra.”

            Ainda, segundo ensinamentos de Guarinello (2007) temos que dentre os romanos a discriminação também era latente. Convencionou-se que os romanos surdos não tinham direitos, necessitando, assim, de um curador para tratar dos seus negócios.

            Quanto às diferentes metodologias de ensino aos surdos dos educadores temos que:

Alguns se baseavam apenas na língua oral, ou seja, a língua auditiva-oral utilizada em seu país, como o francês, o inglês etc. Outros pesquisaram e defenderam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual-espacial criada através de gerações pelas comunidades de surdos. Outros ainda criaram códigos visuais, que não se configuram como uma língua, para facilitar a comunicação com seus alunos surdos. (GOLDFELD, 2002, p. 28).

A primeira manifestação quanto a possibilidade de instruir os surdos por meio da língua de sinais e da linguagem oral foi feita por Bartolo della Marca d”Ancona, escritor do século XIV .

            O primeiro professor de surdos da história foi Pedro Ponce de Leon, monge beneditino espanhol. Embora se desconheça o método de ensino ministrado por Ponce de Leon, “sabe-se que ele utilizava uma forma de alfabeto manual no qual cada letra correspondia a uma configuração de mão”.
Goldfeld nos informa, ainda, que:

em 1644, John Bulwer publicou o primeiro livro em inglês sobre a língua de sinais, chamado Chirologia. Quatro anos depois publicaria o livro Philocopus, obra em que afirmava que a língua de sinais era capaz de expressar os mesmos conceitos que a língua processada pelo canal oral/auditivo”. (2007, p.22)

Percebemos com isso que começam a surgir sistematizações acerca da linguagem dos surdos. Começa a aparecer uma normatização do processo de aprendizagem dos mesmos. Porém, é a partir do século XVIII que há um aumento do interesse pela educação dos surdos. Na Alemanha, por exemplo, Samuel Heinicke “propôs uma filosofia de ensino para os surdos que, mais tarde, passou a ser considerada o início do que ficaria conhecido como método oral”. (Op. Cit p.24). Em 1760, foi fundada a “primeira escola pública para surdos no mundo, o Instituto Nacional para Surdos-Mudos de Paris, já que acreditava que todos os surdos, independentemente do nível social, tinham direito à educação”. (Op. Cit, P.24).
            Não podemos deixar de salientar que a visão da surdez, até XXX era de doença. A prática pedagógica implantada nas escolas para alunos surdos limitava a educação. Elas mais pareciam hospitais justamente porque a surdez constituía um despique para a medicina por estar relacionada a um tipo de anomalia orgânica.

 A educação dos surdos no Brasil.

O registro da inserção de surdos na sociedade brasileira deu-se por meio da legalização de instituições de educação direcionadas a esse público.

Em meados do século XIX, D. Pedro II fundou no Rio de Janeiro o Imperial Instituto dos Surdos Mudos através da Lei nº 839 de 26/09/1857 influenciado pelo francês Hernest Huet, educador surdo. No início, o instituto funcionava como asilo,só recebendo surdos do sexo masculino com idade entre 7 e 14 anos. Um século depois, o referido estabelecimento deu origem ao INES (Instituto Nacional de Educação para Surdos), a partir daí, vários órgãos
para educação e atendimento de suporte a pessoas com surdez são criados como APADAS (Associação de Pais e amigos dos Deficientes Auditivos) e FENEIS (Federação Nacional da Educação e Integração dos Surdos).

A Constituição de 1988 em seu artigo 208 determina ser dever do Estado o atendimento educacional especializado, aos portadores de deficiência, na rede regular de ensino. A primeira LDB (Lei 4024/61) dá ênfase à educação como direito de todos e recomenda integração da educação especial ao sistema nacional de educação. A Lei 5692/71 alterou a referida Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional reafirmando a necessidade de se conferir um tratamento adequado aos alunos com necessidades especiais.

Com a instituição da LDBEN (9394/96), é que a educação especial passa a ser objeto de muitos debates, principalmente no que se refere ao seu artigo 58 no qual consta que “essa modalidade de educação deve ser oferecida, preferencialmente, na rede regular de ensino para os alunos portadores de necessidades especiais”. Recomendando apoio especializado, para atendimento adequado aos alunos especiais e classes, escolas ou serviços especializados, quando não for possível a inclusão em classes regulares.

O marco na educação de surdos foi a criação da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, com sua origem na Língua de Sinais Francesa criada por Eduard Huet, que, conjuntamente com a Língua Portuguesa, passou a ser considerada língua oficial a partir da aprovação da Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que logo em seu primeiro artigo a define como meio legal de comunicação e expressão.

Com a evolução social, passou-se a ter novas  concepções determinadas por marcos legislativos, a vigorar a idéia de que a inclusão do aluno surdo na rede de ensino regular possui um papel determinante para o desenvolvimento, não apenas educativo, mais de todo o contexto sócio-cultural do indivíduo, uma vez que o comprometimento da perda da capacidade auditiva acarreta enormes dificuldades de socialização com pessoas ouvintes, carecendo, então, de intervenções pedagógicas, familiares e sociais, para que o processo de integração ocorra de forma agradável ao portador da dificuldade, levando-o a uma socialização completa com o mundo que o rodeia (SOUZA & MACÊDO, 2002).

Segundo Piaget (1896 – 1980), o individuo se desenvolve intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que o cerca. O comportamento dos seres vivos é construído numa interação entre o indivíduo e o meio. O indivíduo não recebe novo conhecimento sem que haja um conhecimento anterior, o indivíduo somente recebe conhecimento se estiver preparado para recebê – lo. Aprendizagem através da interação do sujeito com o meio é embasada na teoria interacionista de Vygotsky (1896–1934). Segundo Marta Darsie (1999, p. 9), "Toda prática educativa traz em si uma teoria do conhecimento. Esta é uma afirmação incontestável e mais incontestável ainda quando referida à prática educativa escolar".

O pleno desenvolvimento cognitivo interacional da pessoa surda no Brasil só se registra em indivíduos oriundos de famílias onde há um nível mais elevado de conhecimento e poder aquisitivo, conclusão advinda da leitura da publicação de autoria de Marlene Canarin Danesi ntitulada O Admirável Mundo dos Surdos que apresenta vários depoimentos do cotidiano de surdos no Brasil e suas lutas para transpor as inúmeras barreiras que sua condição impõe.

Dentre os vários depoimentos, um deles afirma que “ para o surdo ter acesso à informação e ao conhecimento e para construir sua identidade, precisa frequentar uma escola para surdos, onde todos os professores conheçam a língua de sinais e onde haja professores surdos”. (DANESI,2007, p.22).

Em tempos de obscurantismo, a comunicação por meio de sinais entre os portadores de surdez era um ato proibido e sujeito a castigo, pois tais indivíduos teriam que se inserir ao mundo dos ouvintes através da oralidade. No Brasil, a exemplo de outros países, a concepção de inserção e educação baseada na oralidade,há muito perdeu seu espaço, sendo substituída pela linguagem de sinais, método natural e familiar à pessoa surda. A luta em defesa da legitimidade de uma Língua Brasileira de Sinais deu origem a Lei 10 436 de 24 de abril de 2002 que em seu artigo 1º parágrafo único destaca:

“Entende-se como Língua Brasileira de Sinais a forma de comunicação e expressão em que o sistema linguístico de natureza visual motora, com estrutura gramatical própria,constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades surdas do Brasil”.

Tal anseio pela legitimação de LIBRAS está expresso em relato de um depoente surdo : “ Eu falava bem, mas não sabia quem eu era, eu pensava que me sentia bem, que era feliz, só que eu não sabia o que era realmente sentir  - se bem, estar feliz. Foi quando percebi como era ser surdo, o que significava pertencer integralmente a um grupo. A Língua de Sinais abriu a porta de meu mundo interior. É a língua do prazer, que possibilitou construir a minha identidade”. (DANESI,2007, p. 21)

A tendência contemporânea que aponta para a inclusão de pessoas surdas na sociedade de ouvintes em diversas instituições públicas, como a escola, não contempla a adequação de profissionais habilitados em número suficiente no atendimento à demanda da comunidade surda, apesar de um Decreto promulgado em 2004 estabelecer critérios para a quebra de barreiras físicas ou comunicativas.


Grupo: Danyelle Lau; Joana Marta; Lúcio Casado; Maria Lúcia; Pâmela Alves; Paula Matias e Rosália 

REFERÊNCIAS


GOLDFELD, Márcia. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sócio-interacionista. 2 ed. São Paulo: Plexus, 2002.

SOARES, Maria Aparecida Leite. A educação do surdo no Brasil. 2 ed. São Paulo: Autores Associados, 2005.

GOLDFELD, Márcia. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sócio-interacionista. 2 ed. São Paulo: Plexus, 2002.

SOARES, Maria Aparecida Leite. A educação do surdo no Brasil. 2 ed. São Paulo: Autores Associados, 2005.

DANESI, Marlene Canarin. O Admirável mundo dos surdos. 2 ed. Porto Alegre: Edipucrs, 2007


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Realidade da escola inclusiva e a luta dos surdos pela Escola Bilíngue.

A metodologia adotada por este grupo para elaboração deste projeto foi a visita a uma escola pública do Distrito Federal com caráter inclusivo, isto é, uma escola voltada também para a inclusão de surdos em escolas de ensino regular. Para isso, elaborou-se um questionário com a finalidade de conhecer o funcionamento do processo de inclusão no Centro Educacional 06 de Taguatinga. Assim, aos sete dias do mês de dezembro do ano 2011, um grupo de alunos do curso de Letras da UNIP visitou a referida escola para conhecer a estrutura de que essa dispõe para atender alunos surdos. O grupo foi encaminhado pelo diretor Laércio à sala da Professora Doutora Sandra Patrícia Faria Nascimento (Departamento de Linguística da Universidade de Brasília – UnB) que juntamente com as professoras Juliana Nista e Gisele são responsáveis pela ministração das aulas de língua portuguesa e biologia, respectivamente, para os alunos surdos do Centro Educacional 06 de Taguatinga (Ced 06).
A sala utilizada para a entrevista é a mesma utilizada com os alunos para as aulas de língua portuguesa. Foi possível notar que a sala é pequena, organizada e asseada. As carteiras estão dispostas num semicírculo para favorecer a interação entre os alunos e também, com as professoras. A sala apresenta ainda uma lousa branca, um armário geral no canto e um Datashow que, segundo a professora Sandra, é utilizado em praticamente todas as aulas. Além disso, o ambiente possui pouca luminosidade, porém é aconchegante.
      A entrevista deu-se de forma descontraída e informal, uma vez que a professora dispunha de pouco tempo para responder ao questionário, este seria respondido e enviado posteriormente por e-mail. O primeiro tópico abordado foi a questão dos diferentes métodos de ensino para os diferentes tipos de surdo (o surdo oralizado, o surdo implantado e o surdo sinalizante). A professora Sandra Patrícia discorreu sobre as peculiaridades de cada tipo de surdo frisando que os dois tipos primeiros conseguem adaptar-se ao atual sistema regular de ensino, pois acompanham as aulas ministradas em língua portuguesa utilizando, por exemplo, a leitura labial como estratégia. Entretanto o aluno surdo sinalizante necessita de um ambiente específico para apreender os conteúdos ministrados pelos professores, isto é, ele precisa de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais, mas também o uso do intérprete não é eficaz, pois os alunos ficam acostumados a terem as aulas e provas interpretadas de forma "mastigada" e não aprendem a pensar, assim afetando o rendimento cognitivo.
A professora Sandra Patrícia citou o Projeto Português para Surdos (POPS) – projeto este pioneiro na educação de surdos que conta com duas professoras em sala de aula simultaneamente, das quais uma ministra as aulas, enquanto a outra elabora as atividades que são aplicadas. O projeto foi encabeçado pela professora Sandra Patrícia juntamente da professora Juliana e foi iniciado por volta de dois anos atrás e tem sido oferecido no Ced 06 para os alunos do primeiro ano do ensino médio e foi expandido no Centro de Ensino Fundamental 4 de Taguatinga, em que os alunos são preparados efetivamente para ingressarem no ensino médio, visto que a inclusão não surge efeito real e os alunos chegam despreparados no ensino médio. Há também o interesse de se expandir para Escolas da redondeza. 
Segundo a professora Sandra, o projeto POPS é baseado na teoria de Krashen, a qual ensina o aluno a partir de um nível acima dele para forçá-lo a se desenvolver. Fundamenta-se em três princípios ou objetivos básicos:
·         Proporcionar o desenvolvimento da autonomia do aluno surdo;
·         Estimular e desenvolver a sua consciência crítica e criativa (“ensiná-lo a pensar”);
·         Estimular à escrita e aprendizagem da língua portuguesa como segunda língua.
A metodologia adotada no projeto POPS é denominada pela própria professora Sandra como “Texto pinçado em sentido expandido”, que trabalha com palavras “pinçadas” do texto com fins de destrinchar a polissemia intrínseca nos vários sentidos contidos em cada vocábulo.
Essas professoras também trabalham em um projeto a favor da Escola Bilíngue que é uma escola que ensina a LIBRAS como primeira língua e uma língua de instrução.
Em setembro/2011, ocorreu o Setembro Azul em que os alunos lutam por essa escola que realmente os acolha para um ensino de qualidade.
 A seguir, está o anúncio do evento Setembro Azul e o questionário a respeito do modo de funcionamento da escola inclusiva no DF respondido pela professora Gisele.




Questionário – Projeto “Letras no Poder – o poder das letras no processo de inclusão.”

1. De acordo com a LDBEN de 1996, “O atendimento especializado aos educandos com necessidades especiais se fará não só gratuitamente como também na escola comum. Somente nos casos extremos é que se justificaria a oferta de vagas em escolas especiais. O texto legal privilegia o atendimento em classes comuns de alunos e não trata de casos clínicos.” Esta afirmação vai ao encontro da filosofia da Comunicação Total que enxerga a interação social como parte do aprendizado de pessoas surdas. Todavia, hoje ainda há traços, por parte de ouvintes, de uma visão anacrônica ou até mesmo preconceituosa contra os surdos. O ensino nas escolas especiais não seria, de fato, o melhor caminho para a apreensão de conhecimento dos surdos e com o fim de privá-los de reações discriminatórias?
Resposta da professora: As escolas denominadas especiais trabalham muitas vezes com conteúdos reduzidos e os alunos surdos estudam entre alunos com outras deficiências.  Deve-se destacar que a maioria dos alunos surdos não apresenta nenhum comprometimento cognitivo, portanto, não necessita de escolas especiais, mas de escolas que atendam as suas necessidades educacionais, culturais e particularmente suas necessidades linguísticas.
2. Segundo Goldfield, a partir de 1970, o bilinguismo está se tornando a filosofia de educação para surdos mais veiculada, pois trabalha com o ensino da língua de sinais separadamente do oralismo. Porém, a filosofia da Comunicação Total traz a vertente da junção de várias áreas como, por exemplo, a interação social e a datilologia, trazendo a possibilidade do surdo aprender de diversas formas. O que faz que este método de aprendizagem, bastante abrangente, seja “depreciado” em relação ao bilinguismo?
Resposta da professora: A comunicação total surgiu após o fracasso do oralismo e, como o próprio nome diz, a comunicação total é uma mistura de gestos criados pelos surdos, língua de sinais, fala, leitura orofacial, alfabeto manual, leitura e escrita na tentativa de realizar a comunicação com o surdo. Enquanto o bilinguismo respeita a língua natural do surdo, que é a língua de sinais de seu país. O bilinguismo tem como pressuposto básico que o surdo deve ser bilíngue, ou seja, deve adquirir a língua de sinais como primeira língua e a língua oficial de seu país (no caso do Brasil, a língua portuguesa em sua modalidade escrita) como segunda língua.
O modelo educacional do bilinguismo percebe o surdo de forma bastante diferente dos adeptos da Comunicação Total. Para eles o surdo faz parte de uma minoria linguística e não precisa almejar uma vida semelhante ao ouvinte, podendo assumir sua surdez.

3. O aluno surdo deve frequentar o sistema regular de ensino porque é um cidadão com os mesmos direitos que qualquer outro. Em relação a esse direito,
3.1  Qual é a estrutura quanto aos recursos humanos, físicos e materiais da escola?

Resposta da professora: A escola comum visa atender a todos, mas na prática os recursos humanos, físicos e materiais são voltados para atender a maioria, que, nesse caso, não é surda.
Em sua grande maioria, a escola comum carece de: a) profissionais capacitados para a educação de surdos (professores fluentes em língua de sinais e que conheçam as necessidades específicas do aluno surdo); b) estrutura física adequada aos alunos surdos (por exemplo, podemos citar a campainha da escola para entrada e saída de turno que é sonora. Desconheço uma escola pública que atenda alunos surdos e possua sinal luminoso para esse fim); e c) materiais e recursos didáticos apropriados ao ensino-aprendizagem de alunos surdos.

3.2  Na escola, os alunos normalmente são alfabetizados antes de aprender a LIBRAS, ou há uma integração desde a pré-escola ou qualquer outra série?

Resposta da professora: Na escola comum, quando o professor é capacitado, normalmente ensina português e Libras paralelamente. E, assim, o aluno não aprende nem libras e nem português, porque, se ele não tem uma língua para a comunicação, como irá aprender outros conteúdos? Portanto, de acordo com a proposta do bilinguismo, o aluno surdo necessita primeiro aprender a língua de sinais, pois sendo a maioria dos surdos filhos de pais ouvintes, ele só terá acesso à língua de sinais na escola em contato com o professor ou com seus pares surdos.

3.3  Os professores que recebem o aluno surdo têm conhecimento da LIBRAS?
Resposta da professora: Nem todos.

3.4  A escola fornece garantia de complementação curricular para inclusão em sala comum? Qual tipo (sala de recursos, professores itinerantes ou intérprete de LIBRAS)?

Resposta da professora: Conforme a orientação do MEC e da SEEDF, as escolas que atendem alunos surdos possuem atendimento educacional especializado _AEE na sala de recursos, professores intérpretes e professores itinerantes. As escolas não possuem intérpretes profissionais e fluentes em língua de sinais, mas sim professores que participaram de cursos de Libras e atuam como professores intérpretes. Portanto, a falta de fluência na língua de sinais compromete todo o processo de escolarização dos surdos.

3.5  As turmas com inclusão de alunos surdos atende a quantidade necessária de alunos estabelecida (não tenha mais de 25 alunos incluindo o integrado)?

Resposta da professora: Na maioria das escolas sim.

3.6  A escola faz um trabalho sistemático visando à participação da família? Como?

Resposta da professora: Não há um trabalho sistemático para esse fim, o que acontece são ações esporádicas, como oficinas de língua de sinais para a família, encontros para sensibilização, palestras e reuniões de pais. 


Mais informações no site: http://www.feneis.com.br/setembroazul/

Grupo: Alex, Cleylton, Emanuelle, Henrique, Maria Clara, Mario, Verônica.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A preparação das escolas do Distrito Federal para receber alunos surdos

    A Inclusão sempre foi uma questão de proporções polêmicas, são inúmeros os problemas e dificuldades que entravam o processo de inclusão de alunos surdos nas escolas do Distrito Federal.
    Segundo a atual política do governo federal, não cabe mais às crianças com deficiência auditiva a segregação em escolas especiais, elas devem estudar ainda prematuros, em unidades regulares com um intérprete tradutor da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).


    Essa é uma idéia muito boa, mas que infelizmente não saiu do papel. O aluno surdo tem sido submetido a estudar em uma sala de ouvintes, onde as aulas são regidas por um professor que pouco conhece a LIBRAS e seus colegas de classe não conseguem compreendê-lo. Mesmo com a ajuda de profissionais da área, das salas de recursos e de outros projetos, a educação dos alunos surdos tem sido comprometida. Isso ocorre não por falta de interesse da parte educadora, mas sim por falta de recursos em sala de aula e preparação do corpo docente. São poucas as escolas do Distrito Federal que contam com o apoio de intérpretes e profissionais da área.


    A principal abordagem de ensino adotada nas escolas regulares é a oral, o que causa maior dificuldade no processo de aprendizagem e comunicação dos alunos surdos. As necessidades particulares de comunicação desses alunos dificultam a educação em certos contextos de ensino, por isso é de extrema importância que eles desfrutem de apoio especializado para que suas necessidades sejam atendidas. Se o professor rege suas aulas oralmente e expõe o conteúdo no quadro, o aluno surdo se resume a copiar o conteúdo e ficar sem a explicação oral, já que não há intérpretes em sua classe.


    Nesses casos, a aprendizagem desse aluno acaba comprometida. Paulo César Machado, Professor e pesquisador da CEFET-SC, confirma essa paradigma: (p.130,2008): A escola regular não reconhece a diferença cultural do surdo, ele não tem espaço para manifestar-se culturalmente, nas suas formas particulares de expressão. Nessa escola o surdo é participante de programas voltados para ouvintes e elaborados por ouvintes, sem qualquer participação de surdo, e portanto, sem considerar seu seu modo de viver:sua cultura, sua língua, suas necessidades e interesses. (MACHADO, 2008, p. 130)


    Ao realizar a leitura e análise da A política educacional de integração/ inclusão (MACHADO,Paulo César, Editora da UFSC – Florianópolis,2008), concluímos que há profissionais que lutam pela concretização de programas educativos que visem à qualificação de profissionais para trabalhar com alunos surdos. Apesar de existirem dificuldades, a escola tem tentado se adaptar da melhor maneira para receber esses alunos. É o que se pode perceber na maioria das escolas do DF. Os professores têm feito o possível para comportar o aluno surdo e adaptar o conteúdo a ele. Entretanto, não havendo preparação e nem incentivo, o trabalho se torna muito mais difícil.


    O conceito de inclusão deve estar inserido na abordagem pedagógica da escola e tende a dar frutos em longo prazo. Atividades de inclusão exploram o potencial do deficiente auditivo ao fazer com que avancem dentro de seus limites. E estimulam o respeito e cooperação ao mostrar que é parte de um grupo, para os deficientes e para aqueles que não o são. Ensinar crianças e/ou jovem portadores de alguma deficiência ainda é um desafio, entretanto é necessário continuar a batalhar por uma escola que
atenda as necessidades educacionais de todos os alunos. A escola deve tratar todos os alunos da mesma forma respeitando as singularidades de cada um, de acordo com a afirmação de Machado (2008, p.160). Em síntese, compreende-se que, no processo de inclusão, cabe à escola se adaptar às condições dos alunos e não os alunos ao modelo da escola.


    Além da falta de recursos para o atendimento de alunos surdos, eles ainda enfrentam uma luta diária contra o preconceito. Mesmo estando no século XXI, ainda nos deparamos com situações desrespeitosas e preconceituosas dentro de sala de aula. Esse é mais um dos fatores que tem cooperado para que o número de evasão escolar de alunos especiais cresça cada vez mais. É necessário que tenhamos consciência de que apesar das diferenças todos os alunos têm direitos e deveres iguais.




Alunas:Aurilene, Karen , Mônica , Rafaella e Suelen

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Visita à Escola Elefante Branco, 708 sul, Brasília/DF



Entrevista com Silvana Marques, professora de português com LIBRAS, trabalha há 17 anos com surdos, atualmente trabalha na Escola Elefante Branco. 708 Sul, Brasília/DF


01- A escola em que a Senhora trabalha está preparada para a inclusão dos surdos?
Há 15 anos trabalhamos com a educação dos surdos e não estamos preparados. Não existe uma política pública do MEC para preparar os professores para a inclusão. Necessitamos de bons projetos para os alunos surdos que envolvam todos os profissionais da comunidade escolar, para que haja uma melhor interação, pois essa falta de preparo transforma o trabalho com os  surdos em filantropia, caridade.

02 - Quantos Profissionais especializados existem em cada sala de aula?
São 7 (sete) turmas, um total de 38 alunos surdos.
2 (dois) Professores de português como 2ª língua.
7 (sete)  Intérpretes, um para cada turma.
03 - Qual a proposta educacional de sua escola? Vocês trabalham com o bilinguismo?
Trabalhamos com o bilinguismo, Libras e Português como segunda língua.



04 - Os professores têm algum curso especializado para a capacitação de reger aulas para alunos surdos?
Eles têm o curso de Libras, mas é necessário o curso por áreas específicas. Os cursos oferecidos pelo MEC são superficiais e não são para todos os profissionais. Os próprios surdos pedem para serem ensinados por surdos com especialização por área, pois a educação dos surdos necessita de mais compreensão de sua cultura.
Há uma carência de intérprete, pelo fato de não existir uma lei que regulamente essa profissão. Os intérpretes dão aula para todas as disciplinas, o que torna o ensino ineficaz, esses são os percalços enfrentados por quem trabalha com ensino de surdos.



05 - Essa escola no período contrário ao regular oferece Atendimento Educacional Especializado/AEE?



No período contrário tem aulas de recurso, elas são opcionais, mas,  pela necessidade, os alunos acabam vindo todos os dias e as aulas acabam  sendo no período integral.


Alunas: Yara Greyck e Liliam Marques - 4º Semestre do Curso de Letras, Unip - Brasília.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A adaptação das escolas públicas do DF aos surdos

       Abordaremos no presente estudo a adaptação das escolas públicas do DF aos Portadores de Necessidades Especiais: quem são essas pessoas, o que diz a Lei de Diretrizes e Bases acerca da inclusão nas escolas e as oportunidades de estudo.

       Investigaremos, também, se os educadores que trabalham com esses alunos especiais estão preparados para a sua missão e se a estrutura física das escolas públicas o DF é adequada para o atendimento dessa clientela. Observaremos a realidade dessas escolas com a finalidade de levantar alternativas e sugestões para melhorar as condições de adaptação das escolas a esses educandos. Qual a realidade vivida pelos Portadores de Necessidades Especiais no ambiente escolar público? Como os profissionais da área da educação se preparam para receber esses alunos “especiais”? Existe estrutura física adaptada para essas pessoas? Esses são nossos questionamentos primordiais.

       Considerando o que dispõe o conceito de Inclusão Social e o que estabelece a Lei 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação -, há que se dizer que ambas tem a mesma preocupação para com os portadores de alguma necessidade especial, seja física, intelectual etc. Há, por conseguinte, políticas interessantes e direcionadas a esse público-alvo, notadamente no que tange à educação. Em seu bojo, verifica-se que todas as necessidades estão contempladas, mas nem todas chegam àqueles que a merecem. Uma grande parte da população não sabe como lidar ou até mesmo quem são e quais são os direitos dos Portadores de Necessidades Especiais. Relataremos a respeito da forma de vida dessas pessoas e levantaremos as dificuldades por elas enfrentadas, focando as escolas da rede pública do Plano Piloto e das Cidades Satélites. A partir do que se verificou, por meio de estudos e observação in loco, a vida desses nossos amigos especiais é realmente difícil se compararmos à nossa.

       Relativamente à educação, percebemos que há deficiências no ensino, mesmo com esses centros de apoio, mesmo com as salas de recursos, ainda assim, há discriminação e pouca atenção voltada às pessoas que necessitam de uma educação especial. Depois que se conhece um pouco mais essa realidade, entende-se que esse quadro só poderá mudar quando os professores, em sua formação acadêmica, forem instruídos a se relacionar, a ensinar, a se adaptar a essas pessoas especiais, fazendo com que os demais alunos as acolham sem discriminação, sem fazer delas desiguais.

       A mobilidade com autonomia e segurança constitui um direito universal e resulta das conquistas sociais e do conceito de cidadania. Cada vez mais, o livre acesso de pessoas, sejam crianças ou adultos, homens ou mulheres, em todos os lugares, é possível graças a mudanças no estilo de construções aliada à conscientização das pessoas no sentido de proporcionar a acessibilidade de todos.

       Novos projetos de acessibilidade surgem, cada vez mais, e trazem inúmeros benefícios à população.

       O ambiente é de extrema importância no dia-a-dia de todos, principalmente daqueles portadores de necessidades especiais. Assim sendo, é necessário que se desenvolva a responsabilidade das instituições escolares relativamente ao bem-estar das pessoas que nelas convivem. Sabe-se que é difícil ter um padrão muito correto em todos os locais de acesso da população e ainda estamos longe de poder disponibilizar a todos o direito de ir e vir, principalmente quando se trata de pessoas com algum tipo de necessidades especial.

       Podemos encontrar uma situação bastante agravante quando direcionamos nossa pesquisa em relação às crianças com necessidades especiais que procuram as escolas públicas do DF. Pode-se observar que, nessas escolas, o acesso é ainda mais deficitário e está longe de um padrão aceitável. De modo geral, a inclusão social só será efetivamente perfeita quando a comunidade em si estiver preparada para receber os Portadores de Necessidades Especiais de maneira igual e sem discriminação, ou até mesmo sem receio, e perceber que, na essência, enquanto ser humano, apesar das diferenças físicas, somos todos iguais, como bem predispõe a nossa Carta Magna, a Constituição Brasileira.


Alunos: Leidiane, Catarina, Francisco, Eva, Aline, Lílim Kelly e Loiane.

domingo, 4 de dezembro de 2011

A inclusão dos surdos nas escolas do DF

  1. TÍTULO: A Comunidade Surda no Ambiente Escolar: da Exclusão à Inclusão.
  2. JUSTIFICATIVA: Ao longo da história, a situação das pessoas com deficiências físicas vem se modificando no sentido de conquistas de espaço dentro da sociedade, e, mais importante, conquistas no âmbito educacional. É a respeito dessa evolução, focada nas pessoas com deficiência auditiva, que o presente trabalho discute; dando relevância aos aspectos cotidianos, ou seja, um projeto baseado na realidade do dia a dia das escolas que apresentam, de certo modo, a preocupação em incluir os surdos, de maneira adequada, ou não, no que  concerne a contratação de professores, intérpretes e outros profissionais capacitados, e, acima de tudo, observando a maneira de tratar com respeito e dignidade as pessoas surdas no ambiente escolar. Através desse acesso à realidade de ensino no DF, a pesquisa nos faz vivenciar as mudanças de perspectivas dos alunos e dos próprios pesquisadores quanto à situação dos surdos dentro da escola e que, de certa forma, influencia a sociedade em geral a mudar o ponto de vista e o modo de agir com as pessoas surdas.
  3. OBJETIVOS: a) Investigar a história e evolução da educação dos surdos, para que se faça a comparação da situação e inserção dos surdos na sociedade, desde a Antiguidade até os dias de hoje; b) Identificar as escolas do DF que já adotam algum modelo de integração/inclusão dos surdos; c) Analisar os profissionais/educadores que atuam nessas escolas; d) Observar, na sala de aula, a prática de professores regentes e intérpretes (se houver) no processo de ensino/aprendizagem, selecionando as práticas adequadas e as ineficientes desse processo; e) Entrevistar e debater  com os profissionais das escolas a fim de numerar os meios (físicos, didáticos, econômicos) que influenciam na maneira de lidar com os surdos, bem como listar as barreiras que impedem uma boa atuação dos profissionais; f) Ouvir também os alunos surdos com a finalidade de detectar como estes se sentem perante aos demais alunos, além de identificar se o processo de ensino cumpre seu objetivo: a aprendizagem; g) Perceber como o processo de inclusão dos surdos muda a socialização destes; h) Relacionar o engajamento dos pais com a escola e a melhoria da situação escolar de seus filhos surdos, isto é, como a aproximação e a ação conjunta de pais e escola modifica o desempenho escolar dos estudantes surdos, e, por fim, i) Entender se existe um melhor método (oralismo, comunicação total ou bilingüismo) quando se trata da educação dos surdos, baseando-nos não pelas teorias, que como sabemos, há diversas correntes que defendem métodos diferentes, mas sim baseados na realidade escolar, numerando de fato as vantagens e desvantagens de cada modalidade.
  4. METODOLOGIA: Foi escolhida a escola: Centro de Ensino 01 do Cruzeiro. A partir da escolha da escola, no dia 08 de novembro de 2011 foi feita uma pesquisa de campo, na qual: a) observou-se o universo do ambiente escolar como um todo, desde as instalações físicas, material didático utilizado, até a didática e pedagogia que os professores utilizam; b) o recolheram-se materiais através de entrevistas com os diretores, funcionários, professores, alunos surdos e alunos ouvintes; c) Tabularam-se os dados colhidos; e) Houve a inserção nas salas de aula com o objetivo de observação, e f) Disponibilizaram-se questionários nos setores pedagógicos, direção, corpo docente e corpo discente.
  5.     Há nessa escola dois alunos com surdez, não havendo interprete em sala de aula, ou seja, os professores precisam ministrar suas aulas de forma com que os alunos consigam acompanhar junto com os demais. E os professores têm noção de que para esses alunos, que são surdos, a dificuldade é muito grande sem interprete, mas dizem que ambos são muito esforçados.
  6.  CONCLUSÃO: É mais do que fato que para que um aluno surdo seja motivado e se dê bem com as disciplinas, é necessário que seja incluído com os outros alunos, para que não se sintam diferentes e entendam que a deficiência que possuem não é nenhuma barreira para o aprendizado.


Grupo: Giovanna Rossi A52558-0
Isis Freitas A41ADG-6
Marilia Reis

Trabalho voltado aos alunos deficientes auditivos em escolas públicas e particulares do DF

            O trabalho a ser realizado com alunos deficientes auditivos em escolas públicas e particulares do DF deve ter como foco principal o total comprometimento para com estes, e a realização eficaz de tarefas pedagógicas que possibilitem o crescimento intelectual e social destes alunos.
            Deve haver por meio dos educadores e também dos pais destas crianças e jovens o empenho e o encorajamento em inovar nas atividades a serem desempenhadas, onde por meio do acompanhamento contínuo com os alunos o desempenho individual de cada um possa ser melhor analisado e discutido, visando a promoção destes como cidadãos conscientes de seus deveres e suas responsabilidades como qualquer outro, e também as suas realizações como indivíduo.
            Segundo Vygotsky (1993), o maior desafio para o deficiente auditivo no campo intelectual é a “formação de conceitos, generalizações e abstrações” por envolverem comportamentos verbais, sendo mais importante para eles a memória visual.
            É sob essa perspectiva que o professor deve procurar a melhor forma de trabalhar o desenvolvimento de seu aluno, tendo como base suas feições psicológicas e também os Aspectos físicos e motores. Até porque, um bom desenvolvimento físico e motor é muito importante ao deficiente auditivo, pois é “através do corpo que mais frequentemente experimentam situações de sucesso, tornando-se um recurso de comunicação e interação social sem comparação”.
            A respeito do relacionamento do professor com o aluno deficiente auditivo Pedrinelli & Teixeira (1994) descrevem alguns pontos que devem ser observados quando em uma aula na qual haja deficientes auditivos:
- Enxergar a criança mais do que a deficiência;
- Considerar as limitações, mas enfatizar as capacidades;
- Estar informado sobre a etiologia, local e gravidade da lesão;
- Procurar ajuda da família ou mesmo de outros profissionais envolvidos com a criança, se for necessário esclarecer algumas dúvidas;
- Manter-se frente ao aluno quando estiver falando;
- Usar todos os recursos possíveis para comunicar-se procurando certificar-se de que o aluno compreendeu a mensagem;
- Não mudar constantemente as regras de uma determinada atividade;
- Não articular exageradamente as palavras;
- Substituir as pistas sonoras por visuais, se necessário.
            Por fim, acredito que além das propostas discutidas é fundamental para o trabalho com aluno portador de deficiência auditiva não somente a entrega total dos pais ou professores, mas também, o apoio da instituição que os acolhe, a preparação do espaço em que irão se desenvolver, a organização prévia das atividades programáticas, o respeito dos colegas, a valorização deste aluno no ambiente escolar e o estímulo da criança e do jovem com surdez, tanto na escola como na vida em comunidade.


 
Felipe Dutra Bandeira.