terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A preparação das escolas do Distrito Federal para receber alunos surdos

    A Inclusão sempre foi uma questão de proporções polêmicas, são inúmeros os problemas e dificuldades que entravam o processo de inclusão de alunos surdos nas escolas do Distrito Federal.
    Segundo a atual política do governo federal, não cabe mais às crianças com deficiência auditiva a segregação em escolas especiais, elas devem estudar ainda prematuros, em unidades regulares com um intérprete tradutor da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).


    Essa é uma idéia muito boa, mas que infelizmente não saiu do papel. O aluno surdo tem sido submetido a estudar em uma sala de ouvintes, onde as aulas são regidas por um professor que pouco conhece a LIBRAS e seus colegas de classe não conseguem compreendê-lo. Mesmo com a ajuda de profissionais da área, das salas de recursos e de outros projetos, a educação dos alunos surdos tem sido comprometida. Isso ocorre não por falta de interesse da parte educadora, mas sim por falta de recursos em sala de aula e preparação do corpo docente. São poucas as escolas do Distrito Federal que contam com o apoio de intérpretes e profissionais da área.


    A principal abordagem de ensino adotada nas escolas regulares é a oral, o que causa maior dificuldade no processo de aprendizagem e comunicação dos alunos surdos. As necessidades particulares de comunicação desses alunos dificultam a educação em certos contextos de ensino, por isso é de extrema importância que eles desfrutem de apoio especializado para que suas necessidades sejam atendidas. Se o professor rege suas aulas oralmente e expõe o conteúdo no quadro, o aluno surdo se resume a copiar o conteúdo e ficar sem a explicação oral, já que não há intérpretes em sua classe.


    Nesses casos, a aprendizagem desse aluno acaba comprometida. Paulo César Machado, Professor e pesquisador da CEFET-SC, confirma essa paradigma: (p.130,2008): A escola regular não reconhece a diferença cultural do surdo, ele não tem espaço para manifestar-se culturalmente, nas suas formas particulares de expressão. Nessa escola o surdo é participante de programas voltados para ouvintes e elaborados por ouvintes, sem qualquer participação de surdo, e portanto, sem considerar seu seu modo de viver:sua cultura, sua língua, suas necessidades e interesses. (MACHADO, 2008, p. 130)


    Ao realizar a leitura e análise da A política educacional de integração/ inclusão (MACHADO,Paulo César, Editora da UFSC – Florianópolis,2008), concluímos que há profissionais que lutam pela concretização de programas educativos que visem à qualificação de profissionais para trabalhar com alunos surdos. Apesar de existirem dificuldades, a escola tem tentado se adaptar da melhor maneira para receber esses alunos. É o que se pode perceber na maioria das escolas do DF. Os professores têm feito o possível para comportar o aluno surdo e adaptar o conteúdo a ele. Entretanto, não havendo preparação e nem incentivo, o trabalho se torna muito mais difícil.


    O conceito de inclusão deve estar inserido na abordagem pedagógica da escola e tende a dar frutos em longo prazo. Atividades de inclusão exploram o potencial do deficiente auditivo ao fazer com que avancem dentro de seus limites. E estimulam o respeito e cooperação ao mostrar que é parte de um grupo, para os deficientes e para aqueles que não o são. Ensinar crianças e/ou jovem portadores de alguma deficiência ainda é um desafio, entretanto é necessário continuar a batalhar por uma escola que
atenda as necessidades educacionais de todos os alunos. A escola deve tratar todos os alunos da mesma forma respeitando as singularidades de cada um, de acordo com a afirmação de Machado (2008, p.160). Em síntese, compreende-se que, no processo de inclusão, cabe à escola se adaptar às condições dos alunos e não os alunos ao modelo da escola.


    Além da falta de recursos para o atendimento de alunos surdos, eles ainda enfrentam uma luta diária contra o preconceito. Mesmo estando no século XXI, ainda nos deparamos com situações desrespeitosas e preconceituosas dentro de sala de aula. Esse é mais um dos fatores que tem cooperado para que o número de evasão escolar de alunos especiais cresça cada vez mais. É necessário que tenhamos consciência de que apesar das diferenças todos os alunos têm direitos e deveres iguais.




Alunas:Aurilene, Karen , Mônica , Rafaella e Suelen

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