Abordaremos no presente estudo a adaptação das escolas públicas do DF aos Portadores de Necessidades Especiais: quem são essas pessoas, o que diz a Lei de Diretrizes e Bases acerca da inclusão nas escolas e as oportunidades de estudo.
Investigaremos, também, se os educadores que trabalham com esses alunos especiais estão preparados para a sua missão e se a estrutura física das escolas públicas o DF é adequada para o atendimento dessa clientela. Observaremos a realidade dessas escolas com a finalidade de levantar alternativas e sugestões para melhorar as condições de adaptação das escolas a esses educandos. Qual a realidade vivida pelos Portadores de Necessidades Especiais no ambiente escolar público? Como os profissionais da área da educação se preparam para receber esses alunos “especiais”? Existe estrutura física adaptada para essas pessoas? Esses são nossos questionamentos primordiais.
Considerando o que dispõe o conceito de Inclusão Social e o que estabelece a Lei 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação -, há que se dizer que ambas tem a mesma preocupação para com os portadores de alguma necessidade especial, seja física, intelectual etc. Há, por conseguinte, políticas interessantes e direcionadas a esse público-alvo, notadamente no que tange à educação. Em seu bojo, verifica-se que todas as necessidades estão contempladas, mas nem todas chegam àqueles que a merecem. Uma grande parte da população não sabe como lidar ou até mesmo quem são e quais são os direitos dos Portadores de Necessidades Especiais. Relataremos a respeito da forma de vida dessas pessoas e levantaremos as dificuldades por elas enfrentadas, focando as escolas da rede pública do Plano Piloto e das Cidades Satélites. A partir do que se verificou, por meio de estudos e observação in loco, a vida desses nossos amigos especiais é realmente difícil se compararmos à nossa.
Relativamente à educação, percebemos que há deficiências no ensino, mesmo com esses centros de apoio, mesmo com as salas de recursos, ainda assim, há discriminação e pouca atenção voltada às pessoas que necessitam de uma educação especial. Depois que se conhece um pouco mais essa realidade, entende-se que esse quadro só poderá mudar quando os professores, em sua formação acadêmica, forem instruídos a se relacionar, a ensinar, a se adaptar a essas pessoas especiais, fazendo com que os demais alunos as acolham sem discriminação, sem fazer delas desiguais.
A mobilidade com autonomia e segurança constitui um direito universal e resulta das conquistas sociais e do conceito de cidadania. Cada vez mais, o livre acesso de pessoas, sejam crianças ou adultos, homens ou mulheres, em todos os lugares, é possível graças a mudanças no estilo de construções aliada à conscientização das pessoas no sentido de proporcionar a acessibilidade de todos.
Novos projetos de acessibilidade surgem, cada vez mais, e trazem inúmeros benefícios à população.
O ambiente é de extrema importância no dia-a-dia de todos, principalmente daqueles portadores de necessidades especiais. Assim sendo, é necessário que se desenvolva a responsabilidade das instituições escolares relativamente ao bem-estar das pessoas que nelas convivem. Sabe-se que é difícil ter um padrão muito correto em todos os locais de acesso da população e ainda estamos longe de poder disponibilizar a todos o direito de ir e vir, principalmente quando se trata de pessoas com algum tipo de necessidades especial.
Podemos encontrar uma situação bastante agravante quando direcionamos nossa pesquisa em relação às crianças com necessidades especiais que procuram as escolas públicas do DF. Pode-se observar que, nessas escolas, o acesso é ainda mais deficitário e está longe de um padrão aceitável. De modo geral, a inclusão social só será efetivamente perfeita quando a comunidade em si estiver preparada para receber os Portadores de Necessidades Especiais de maneira igual e sem discriminação, ou até mesmo sem receio, e perceber que, na essência, enquanto ser humano, apesar das diferenças físicas, somos todos iguais, como bem predispõe a nossa Carta Magna, a Constituição Brasileira.
Alunos: Leidiane, Catarina, Francisco, Eva, Aline, Lílim Kelly e Loiane.
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